Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Lacuna

Não tenho prometido nada que se logre nestes dias em que não tenho nada mais presente em mim senão uma memória presa a alguma lacuna que me preenche todo por onde não quero sequer existir de tanto pensar em valer ser por saber e não dizer de todo, nada que perturbe a mais nobre ignorância de quem apenas observa e julga aquele que vive num apertado sabor que a vida ofereceu a tal singelo mortal. Julguem o que julguem, aquele que julga que será mais ser por julgar, nunca saberá, nunca passará disso mesmo, e de certo sentir não será próprio. Aqui me julgo eu, pois me julgo saber do que me preenche não sabendo mais senão do vazio que me corrói e me impõe esta presença do meu ser que tão pouco é, e nem sempre quer ser, por muito querer. Julgo saber, e não sei, e é de mim que falo.

                                                                       Antunes Ferreira

publicado por antunesferreira às 15:54
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